domingo, 25 de março de 2012


CASE MAMÍFEROS DE PELÚCIA PARMALAT, VOCÊ SE LEMBRA?

  • O PROBLEMA
A Parmalat do Brasil é a maior empresa do grupo no mundo. Desde 1977, quando iniciou sua trajetória e lançou pioneiramente o Leite Longa Vida, vem se destacando em vários segmentos alimentícios com produtos inovadores. Em 92, tomou o primeiro passo para popularizar sua marca, através da associação ao esporte, construindo uma imagem de força e de empresa moderna junto ao público masculino.

Em 94, com a escolha da DM9 como agência de publicidade, começa uma nova fase em sua comunicação. A partir do lançamento do suco de laranja fresco, em 95, iniciou um trabalho de consolidação da marca no país. Apesar do sucesso entre as mulheres adultas, a marca não tinha muita identidade junto ao consumidor infantil e adolescente.

  • O DIAGNÓSTICO
Necessidade de gerar experimentação e de fidelizar o consumidor à marca. Para otimizar investimentos, decidiu desenvolver uma campanha promocional que deveria cobrir os dois objetivos e servir a toda linha e, além disso, alavancar as vendas.

  • O PLANO
A solução encontrada pela empresa foi a de levar os "Mamíferos" para a casa do consumidor. Em novembro de 97, a Parmalat lançou a promoção "Mamíferos de Pelúcia", a mais forte de muitas idéias inicialmente listadas, oferecendo em troca de 20 códigos de barras de qualquer de seus produtos e mais R$ 8, um bicho de sua coleção em pelúcia, em nível nacional. Numa primeira fase, trouxe da China, 1,2 milhão de unidades de 12 tipos de filhotes para distribuir durante 3 meses em postos de troca instalados em supermercados e nas Gelaterias Parmalat.

  • OS RESULTADOS
Os "Mamíferos" obtiveram um índice de lembrança de propaganda de 37,5%. Como publicidade preferida obteve um índice de 24,1%. Todas as unidades importadas da China, para a 1a fase da promoção, terminaram em 2 meses, 30 dias antes do previsto.  A coleção começou com 12 animais e no final chegou a 21, tal o interesse que despertou no público. Com a promoção, a Parmalat registrou um aumento de 20% em suas vendas. No dia 05 de maio de 1998, foram distribruidos 500 mil bichinhos, sendo considerada a maior troca de "brindes" já feita no país. Depois desta promoção, a empresa se consolidou como uma das três maiores de produtos alimentícios no Brasil, tendo um aumento de faturamenteo de R$ 38 milhões, para R$ 1,87 bilhão por ano. 



sexta-feira, 9 de março de 2012

REINE SOBRE MIM, LIÇÃO DE VIDA E REFLEXÃO EM DVD


Sinopse: Dois antigos colegas de alojamento escolar Charlie Fineman (Adam Sandler) e Alan Johnson (Don Cheadle) se encontram muitos anos depois e retomam sua amizade. Charlie, que recentemente perdeu sua esposa e filhos, está fugindo de sua própria vida, enquanto Alan está sobrecarregado por sua família e por responsabilidades profissionais. O reencontro oportuno se transforma numa corda salva-vidas para Charlie e Alan, ambos desesperadamente necessitando de um amigo de confiança nesse momento crucial de suas vidas. 


O filme, apesar da presença de Sandler, ator reconhecido por seus filmes humorísticos, é um drama pesado. Como dito, mostra uma outra face das tragédias, uma que não dá audiência, logo, não é vista por muitos. Mostra a vida em cacos de pessoas que, do dia para a noite, perdem famílias inteiras, pedaços de suas existências, amores, pessoas marcantes e insubstituíveis. Quem vê esse filme superficialmente talvez ache que Fineman seja um bobalhão, ou um “bem de vida”; quem vê com olhar crítico, quem se dá ao trabalho de se imaginar na pele do personagem, encara o life style do protagonista como uma rotina agonizante e angustiante, mascarada por atividades que, em outra situação, seriam puro prazer e entretenimento.

NOTA: 10 / Particularmente, mais que um filme, uma terapia em 2 horas de drama, que todos deveriam assistir. Afinal quem nunca perdeu alguém que ama e não soube lidar com a situação ou se lamentou por não ter feito mais?

terça-feira, 6 de março de 2012

MARKETING DE RELACIONAMENTO, TENDÊNCIA OU MODISMO ?


Como em toda a atividade humana, o marketing também está sujeito a arroubos emocionais. Por mais que se queira tornar as tomadas de decisão baseadas em princípios científicos e técnicos, o fator pessoal, com toda sua carga de emoções acaba por predominar. A maioria não toma as decisões de marketing baseada em dados, mas sim em impulsos emocionais, pessoais. 
Devido a estas paixões, necessárias sem dúvida no marketing como em todas as atividades humanas, mas sem o exagero de obliterar o raciocínio sobre o todo, sobre a amplitude que é a atividade de marketing, muitas vezes se tomam caminhos que desequilibram o delicado e sensível andor que é o marketing. Passamos pela época do produto, na qual se produzia o que o dono da empresa desejava, o que ele achava que era melhor para o público. Em épocas de alta demanda e baixa produção, isto funcionou mas, quando a equação de inverteu, as empresas custaram a mudar de paradigma, porque haviam ficado focadas em um só ponto do marketing.
Depois veio a época da qualidade: bastaria ter um produto com qualidade, de preferência com um bonito selo de uma certificadora para que todas as portas do mercado se abrissem para a empresa. Todos os investimentos eram em qualidade, não sobrando nada para os demais itens do marketing. Quando a qualidade deixou de ser um diferencial, pois todas as empresas competitivas passaram a ter algum tipo de certificação, muitas empresas se viram perdidas, sem uma “bandeira” para hastear frente a seus clientes.
E aí veio a construção de marca: bastaria ter uma marca forte para que a venda fosse facilitada. Até que se percebeu que a construção de marca não era uma atividade pontual, mas o somatório de várias ações, a conseqüência de diversas atitudes, levadas a cabo durante muitos anos, de forma coerente e estruturada.
Hoje a palavra da moda em marketing é relacionamento, havendo até quem afirme que “marketing é relacionamento”. Claro que o relacionamento tomou uma importância vital no marketing moderno e passou a ser um ponto fundamental em qualquer processo de consolidação, ou de expansão, de uma empresa no mercado. Mas para que serve o relacionamento, do ponto de vista do marketing? Para pavimentar o caminho das vendas, Para manter clientes fiéis, ou pelo menos com elevada frequenciação, que comprem muito por muito tempo. Mas comprem o que? Produtos (entendido em seu sentido mais amplo). Assim, por melhor que seja nosso relacionamento com o cliente, não podemos descuidar em nenhum momento de oferecer um produto adequado, inovador, que traga benefício ao nosso fiel cliente. Assim, o primeiro P do marketing, continua sendo de fundamental importância, pois, por melhor que seja nosso relacionamento, não conseguiremos vender produtos que não atendam às necessidades do mercado. 
O preço, por sua vez, também deverá ser compatível com o valor do produto ou serviço para nosso cliente. Nenhum relacionamento se sustentará se o cliente perceber que está pagando mais do que o valor daquilo que oferecemos a ele.
O mesmo vale para promoção, entendido aqui como o mix de comunicação, que gradativamente vai mudando seu foco de massa para quase individualização e com a distribuição, hoje um grande agregador de valor para o cliente, que tem que desfrutar de toda a comodidade para fazer sua compra.
Assim, a sensível balança do marketing tem que se manter muito bem equilibrada. No momento em que nos apaixonamos por uma ação, por modismo ou por indução, entramos em desequilíbrio, o que pode, em um curto momento, dar a ilusão de crescimento, mas que depois levará a empresa a verificar que há “buracos” em sua estrutura de marketing. Logicamente que há momentos e situações que requerem mais esforço em determinados pontos, mas justamente nos pontos mais fracos que estão deixando um dos pratos da balança com pouco peso.
Restaurado o equilíbrio, voltar-se-á a ter um trabalho harmonioso em toda a cadeia do marketing, visando manter a sustentabilidade da empresa ao longo do tempo. Assim, uma empresa que tenha seus 4 Ps (ou o conjunto de letras que ela adotar) em equilíbrio, mas com deficiência de relacionamento, terá que investir mais neste setor, mas sem considerar que isto, isoladamente, será a solução de todos os problemas. Terá que haver um investimento, as vezes até forte, mas para restaurar a equanimidade entre todas as ações.
Portanto, o relacionamento não pode ser considerado um modismo, mas algo essencial ao marketing. Modismo é o exagero, é considerar todas as demais ações como de menor importância frente ao fortalecimento dos laços da empresa com sues clientes.
Por isto, cuidado com os modismos, as paixões por determinadas ações que muitas vezes podem fazer com que se olhe apenas uma parte e se perca a noção de conjunto. E no marketing isto é particularmente fácil de acontecer, pois o todo é muito grande e, facilmente, se envereda por um caminho único, levando a uma única parte, fazendo-nos acreditar que o marketing seja apenas aquela parte. Mas o marketing para funcionar, tem que ser trabalhado como um conjunto harmonioso de partes. 


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